Coração de Elefante!

Quanta gente na rua! está tudo congestionado! e Rasoo está com pressa. Sem paciência, ele dirige Suye- seu elefante de carga. Rasoo mora na India. Nesse País as pessoas usam elefantes para transportar cargas pesadas. Curioso, né?

Rasoo pensa; “Se eu conseguir entregar a carga mais cedo do que o destinatário queria, talvez consiga outra entrega e assim posso ganhar mais um dinheiro.” – com ele Rasoo pode comprar arroz para si e sua família.

Devagarinho, Suye prossegue pelo caminho, parece que a carga, uma enorme caixa de madeira amarrada nas costas do elefante, não importuna o animal, parece que ele nem sente o peso.

“Vai! Rápido! Está muito devagar!”, grita Rasoo e bate no elefante com uma vara. Na verdade, não é uma vara, mas sim, um cano pesado de ferro com ponta aguda no final.

Suya apenas sopra com a tromba e continua andando. Pelo jeito nem se importa com as dolorosas batidas do seu dono. “Ande, ande!” – e Rasoo bate outra vez no elefante.

A esposa de Rasoo, Rani, já pedira muitas vezes que ele não batesse tanto no bicho. “A ponta de ferro dói nele, e um dia Suya com certeza vai se vingar disso”, dizia Rani muito preocupada. Rasoo apenas ria da mulher e respondia: “O elefante deve contentar-se de receber de mim a ração diária. E, para agradecer podia se apressar um pouco no serviço”.

Rasoo não se lembra de que ele mesmo deveria agradecer a Deus por possuir um elefante tão forte!

Rani, crê em Deus. Todas as noites ela lê para o marido um trecho da Bíblia que recebeu de presente. Rasoo não dá valor para a fé. Para ele, o que mais importa é conseguir levar o maior número de caixas o mais rápido possível ao destino, porque recebe dinheiro para isso, e apenas assim pode comprar comida. É assim que ele pensa.

Mais uma vez ele bate no elefante com aquele pesado bastão de ferro. De repente, acontece o inesperado! o bastão escapa da mão de Rasoo e cai na rua. Suya barre e para. Olha para Rasoo e… abaixa a cabeça e pega o bastão de ferro com a tromba! que sustão Rasoo tomou! Com os olhos arregalados, observa o elefante. Suya balança a cabeça e começa a se aproximar do seu Senhor.

Rasoo começa a suar frio. Quer gritar, mas o medo lhe fecha a garganta. Se tivesse dado ouvidos à voz de Rani! Suya balança o bastão com a troma de um lado para o outro, Rasoo pensa: “agora vai ser meu fim”. tomado de medo fecha os olhos e ouve bem perto de si a fungada de Suya. pensa que a qualquer momento Suya vai bater nele. Mas não é nada disso!

Rasoo abre os olhos com cuidado. E o que vê? Sera que estava enxergando direito? Suya está lhe oferecendo com a tromba o bastão de ferro com que tantas vezes levou pancadas tão dolorosas.

Maravilhado, Rasoo pega o bastão. Em seguida Suya se vira e continua o caminho, como que querendo dizer; -“Vem Rasoo, estamos com pressa!”

Calado Rasoo acompanha o elefante. Está pensativo. Alguns dias atrás Rani tinha lido uma frase da Bíblia, e Rasoo não conseguia  imaginar que aquelas palavras pudessem ser praticadas por alguém. Agora porém ele entende. Suya o ensinou a entender. A frase que Rani havia lido era:

“Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem” Romanos 12-21

Esta foi a outra história que contei naquele dia para as crianças, e me pergunto: -Será que temos agido como este elefante no nosso caminhar de Cristão? ou será que somos incrédulos e indiferentes como Rasoo, não acreditando que o Senhor pode transformar a vida de alguém, ao ponto de simplismente nos perdoar?

Um dos maiores milagres que Jesus faz em nossas vidas, é de nos ensinar amar, e também acreditar, em seu amor!

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